O ensaio de citotoxicidade dependente de complemento (CDC) permanece como uma técnica pilar na avaliação de compatibilidade para transplantes de órgãos e tecidos. Historicamente realizado de forma manual, este procedimento utiliza o formato de placas Terasaki, que permite o uso de volumes reduzidos de reagentes e amostras de linfócitos. No entanto, a complexidade inerente a esses testes de HLA (Antígeno Leucocitário Humano) exige uma precisão analítica que a observação humana, por vezes, não consegue manter de forma constante.

O Conceito da Microcitotoxicidade e o Formato Terasaki

A microcitotoxicidade fundamenta-se na lise celular mediada por anticorpos e complemento. Quando os anticorpos presentes no soro do receptor reconhecem antígenos na superfície das células do doador, ocorre a ativação da cascata do complemento, resultando na morte celular. As placas Terasaki, configuradas nos formatos de 60, 72 ou 96 poços, foram desenhadas para otimizar essa interação sob uma camada de óleo mineral, que impede a evaporação de volumes tão pequenos quanto 1 µL.

Desafios Técnicos na Leitura Manual

A leitura tradicional desses ensaios depende da utilização de microscópios de fluorescência invertidos, onde o técnico avalia visualmente o percentual de células mortas versus células vivas em cada micro-poço. Este método apresenta gargalos críticos para a Biosystems e seus parceiros científicos:

  • Subjetividade do Operador: A interpretação da intensidade da fluorescência pode variar entre diferentes analistas.
  • Fadiga Ocular: O esforço contínuo para focar em micro-poços por períodos prolongados aumenta a margem de erro.
  • Dificuldade de Documentação: A ausência de um registro digital direto dificulta auditorias e a conformidade com normas GxP.

A Transição para a Detecção Automatizada

A modernização do fluxo de trabalho passa pela integração de uma leitora automática de absorbância adaptada para este fim. Ao utilizar sistemas como a 800 TS da Agilent BioTek, o laboratório substitui a estimativa visual por medições fotométricas precisas. A automação permite que o software interprete os sinais de absorbância e forneça um resultado quantitativo imediato, eliminando as variações subjetivas e acelerando o tempo de liberação de laudos.

Garantindo o Alinhamento Óptico com Acessórios de Precisão

Um dos maiores desafios da leitura automatizada em placas Terasaki é o alinhamento físico. Devido ao tamanho diminuto dos poços e à geometria específica da placa, o caminho óptico da leitora deve estar perfeitamente centralizado. Para que isso ocorra, é indispensável a utilização de um adaptador especializado para o hardware. Este componente assegura que a placa permaneça estável e na posição exata durante todo o processo de varredura, permitindo que a luz atravesse o centro do poço sem interferências das bordas plásticas.

Benefícios da Padronização Científica

A adoção de um ecossistema automatizado para microcitotoxicidade em placas Terasaki traz vantagens competitivas e técnicas inquestionáveis para o ambiente laboratorial:

  • Reprodutibilidade Elevada: Garante que o mesmo ensaio lido em diferentes dias apresente resultados consistentes.
  • Rastreabilidade de Dados: Integração direta com sistemas LIMS e armazenamento de resultados via software Gen5.
  • Aumento de Throughput: Processamento de múltiplas placas em uma fração do tempo exigido pela leitura manual.

Em suma, a evolução para processos automatizados na imunogenética é um caminho sem volta para instituições que buscam excelência e segurança em procedimentos de alta complexidade.

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